Uma docente da Escola EB 2/3 de Cacia,
em Aveiro, que se encontrava de baixa há cerca de dois anos, após lhe
ter sido diagnosticada uma leucemia, foi obrigada pela Caixa Geral de
Aposentações a regressar ao serviço para cumprir um período mínimo de
31 dias de trabalho. ATESTADO ATÉ NOVA JUNTA O período mínimo
exigido terminou anteontem e Manuela Estanqueiro está actualmente de
atestado médico, até poder ir a nova junta médica. “Estes 31 dias foram
de extrema agonia e cheguei a desmaiar em plena sala de aula, para além
de ter de descansar nos intervalos. Só consegui ultrapassar este
sofrimento porque tive sempre o apoio dos colegas, da escola e da
Direcção Regional de Educação do Centro.” O natural desfecho da história, que permitirá ao ME apresentar uma boa performance na sua forma de gerir os recursos humanos. Essa professora, a minha colega Manuela Estanqueiro, foi hoje a enterrar às 15.30h no Cemitério de Cacia, em Aveiro. Eu até adivinho a reacção ministerial se, porventura, alguém a inquirisse sobre este tipo de situação. Fases da resposta: Não conheço em concreto essa situação. E o que revolta mais é
que este tipo de argumentação é aceite como válido pela opinião
publicada mais douta deste país, para quem tudo isto não passa de um
pormenor, um rodapé anedótico, tudo alegadamente em função de um bem
maior. Mas quando as pessoas,
em concreto, deixam de ser o bem maior de uma sociedade, quer-me
parecer que entramos numa esfera de pensamento proto-totalitária em que
a vida individual é sacrificável em nome de razões de Estado. Ora
quer-me também parecer que essa linha de pensamento é extremamente
perigosa. A variadíssimos níveis. Comentários: 12 de Junho de 2007 - Rita 11de Junho de 2007 - Rosário Nunes
Manuela Estanqueiro, de 63 anos, tinha pedido
para ser aposentada por incapacidade, mas, após uma junta médica
realizada em Novembro, não só viu a pretensão recusada como teve a
baixa médica suspensa e ordem para voltar ao serviço, sob pena de
perder o vencimento.
“Sinto-me muito injustiçada. Sei que há quem
faça de conta que está doente, mas esse não é, infelizmente, o meu
caso”, salientou a professora ao CM.
A decisão da Caixa Geral
de Aposentações deixou a docente de educação tecnológica “abalada
psicologicamente”. “Depois de meses de quimioterapia, era o pior que me
podia acontecer”, diz.
Manuela Estanqueiro diz que não a preocupa o
facto de lhe recusarem a aposentação – da qual já apresentou recurso –
só não entende como a podem considerar capaz para o serviço, quando tem
uma doença grave diagnostica. Por causa de tudo isto, viu a baixa
revogada, quando “a tinha até Outubro de 2008”.
Estou REVOLTADO. Nem sabem o que me apetece fazer.
Agora percebo porquê que às vezes lemos nos jornais casos de ajustes de contas a tiro.
Por muito menos o fazem, por muito menos.
Desculpem a crueldade mas, dizer menos que isto, era lutar contra um sentimento de justiça que me atormenta e é bem mais forte.
Estou ENOJADO.
ENOJADO!!!!!!!!!!!!!
Francisco (4 de Junho de 2007)
Como Ministra não me devo intrometer nas decisões funcionamento das Juntas Médicas.
O
episódio é dramático do ponto de vista individual mas não é
representativo do universo dos docentes, que não sofrem globalmente de
leucemia e não morrem todos os dias (suspiro semiaudível)
É
sem palavras que me encontro e com o desejo que todos os responsáveis
pelo acto DESUMANO ardam no inferno!! Cada vez mais o nosso pais é um
país de cauda da Europa, somos as hemorróidas e entende-se porquê,
estranho seria não ser. Tenho vergonha em ser Portuguesa. Este caso é
realmente revoltante e a justiça pelas próprias mãos é o que apetece
fazer, só que não vale a pena pois é em vida e no tempo que a justiça
se fará!
Eu
até acho que a poderosa ministra nos quer ver a todos bater a bota!
Ainda não perceberam? Os miúdos passam porque sim e se nos der na
veneta provar que não merecem passar, ainda arranjam maneira de provar
que não demos as aulas como deviamos e que não conseguimos compreender
os miúdos. Nós já somos descartáveis! Já podem dar erros e tudo, não
precisam de saber falar inglês!... só precisam de mexer nas teclas e
isso eles já sabem. Nã fax mal xe nã xouberem leri xkrever... A nossa
colega é mais uma vitória para a besta de ferro e trampa que nos
governa: "Boa, menos uma!" , terá pensado a grandessíssima. Só desejo
que a pobre colega se divirta agora a assombrar-lhe as noites. Força
Manuela! (Bom, será que vou ser o próximo caso DREN?)